FINAL NACIONAL 2019 – FUTSAL – DESTAQUES INDIVIDUAIS E COLECTIVOS

Porto Salvo recebeu 6 das melhores empresas de Portugal a jogar Futsal. Na disputa pelo título nacional, 3 empresas de Lisboa e 3 do Porto deram tudo o que tinham para demonstrar o seu valor. As expectativas eram altas, tal foi o equilibrio que as 2 equipas de Lisboa conseguiram dar aos seus campeonatos mesmo com o grande favorito na sua série (Escala de Lisboa). No Porto, os vencedores variaram entre a série de inverno e a de primavera, o que mostrava que  a competitividade era também evidente.

 

A fase de grupos mostrou nem os favoritos tinham garantido o acesso à final. Com exceção da Sintraneves que chegou às meias finais com relativa facilidade, os restantes jogos resolveram-se com 1 golo de diferença ou acabaram em empate. Nas meias-finais, o surpreendente e muito aguerrido GD Adira conseguiu levar a dúvida de quem teria acesso à final até perto do fim, onde teve  que colocar guarda-redes avançado e sofreu os golos que ditaram o 4-1 final. Na outra meia final os A400 não conseguiram resistir da mesma forma que fizeram na fase de grupos e acabaram por ter de abrir o jogo mais cedo, resultando num 4-0 final para a Escala de Lisboa.

 

A final reuniu as 2 equipas com maior ritmo da competição. O arranque não desiludiu e foi sinónimo de golos. Escala de Lisboa abre o jogo a marcar e pega no jogo. Sintraneves consegue equilibrar o jogo, mas apesar dos esforços acabou por sofrer mais 2 golos que deram praticamente deram a vitória à Escala de Lisboa. Um último suspiro relançou o jogo, atravês de um penalti bem convertido, mas já era tarde. O jogo acabaria 3-1 para o campeão regional Lisboeta e com ele o título nacional seria entregue à Escala.

 

Algumas notas sobre os conjuntos que alinharam em Porto Salvo.

 

 

Echo Rent a Car

Grupo de jogadores interessante, que viu a sua performance ser afetada com um arranque atipico. 4 jogadores no primeiro jogo, 5 jogadores no segundo e uma equipa mais completa no jogo de playoffs, acabaram por destabilizar a possível performance de uma empresa que mostrou no campeonato regular que merecia estar na Final Nacional, perdendo apenas para o agora Campeão Nacional. A forma como se bateram com a Leta e GD Adira, demonstrou que estão ao mesmo nível destes e que as meias finais não eram de todo descabidas para esta equipa.

 

Leta

Conjunto organizado e com um coletivo conhecedor da modalidade. Abrem a prova contra uma equipa que tinha já um jogo e por isso vinha com um ritmo diferente. Empatam o encontro, saindo com a sensação que deveriam ter somado os 3 pontos. Contra o agora vice-campeão nacional, perdem por 4-0 num jogo que não lhes corre bem. Correr, correram e muito. No entanto, mais atrás da bola e dos adversários do que com bola no pé. Faltou-lhes alguma sorte no momento de finalização para ganharem confiança no jogo. Terminam o grupo em 2º lugar e encontram um conjunto que os conhece bem e que os elimina apenas nos penaltis. Tal como o seu adversário, mereciam ter atingido as meias finais.

 

Adira

A surpresa da Final Nacional. Vencedor da Taça no Porto, mas 3º classificado da Liga Porto, atinge a marca das meias-finais, caindo num jogo em que tudo deram, tal como fizeram nos jogos antes deste. Procuraram jogar com profundidade, colocando a bola nas costas da defesa adversária sempre junto às linhas, ganhando superioridade númerica perto da área adversária. Se a defender mostraram estar ao nível dos melhores, a atacar faltou alguma criatividade coletiva ou genialidade individual que fizesse o jogo cair para o lado deles. A verdade é que  entram mais fortes na 2ª parte, com saidas mais interessantes onde procuravam o pivot para tabelar para novamente abrir espaço nas alas. Ainda assim, tal como anteriormente o espaço que conseguiuam abrir junto à linha é menor e tornou mais fácil para o adversário anular as suas tentativas. No final, é eliminado não só por uma grande equipa, como por um grande guarda-redes que desanima qualquer um tantas foram as enormes defesas que fez na meia final. Em 5 para 4 e com tudo na frente, acabam a sofrer o 3º e 4º golo que os tira da Final. No geral, grande prestação do conjunto do Porto.

 

A400

As expectativas para este conjunto eram de chegar à final. Terminam a fase de grupos em 3º lugar por diferença de golos, num grupo que se disputou até ao último segundo. No jogo de playoff demonstram aquilo que vinham a mostrar na fase de grupos, com um bloco recuado bastante organizado e solidário, que não dava espaço a grandes oportunidades de golos do adversário. Ainda assim, essa concentração defensiva não foi igual nas saidas em contra-ataque, pois raramente conseguiram concluir positivamente nas jogadas-chave do encontro. No Playoff desaparecem após o golo marcado, dando o controlo à equipa adversária até perto do final. Sabem sair a jogar, sabem movimentar-se em campo e têm tudo para assumir o jogo perante qualquer equipa. É faze-lo! Nas meias finais apanham o “tubarão” novamente  e a concentração falhou em pequenos momentos que, perante tanta qualidade, resultaram em golo da equipa adversária. Foram obrigados a abrir o seu jogo e ir em busca do resultado. Com mais um jogo nas pernas, acabaram mesmo por conseguir pegar no jogo por breves momentos e quando fazia parecer que o 2-1 estava perto, sofrem o 3-0. Disputam o jogo até ao último minuto honrando o título de campeão do Porto. Acima de tudo, destaque para o coletivo da equipa que tem tudo para entrar na luta na próxima edição.

 

Sintraneves

Equipa com velocidade alucinante. Muito coração e jogo ofensivo, mesmo quando estão a ganhar. “Passeiam” na fase de grupos, com 12 golos sem resposta. Têm no João Ricardo (Melhor marcador da prova), no Hélio Fernandes e no Tiago Pereira “fogo” ofensivo capaz de colocar em sentido qualquer defesa. Trocam a bola de forma rápida e vertical, com o objetivo de chegar à baliza adversária o mais rápido possível. Assumem o jogo independentemente do adversário, colocando o jogo deles em perigo desde o primeiro minuto, mas sabendo que a recompensa por norma é a vitória. Nas meias finais são obrigados a controlar o jogo de forma um pouco mais pausada tendo em conta a forma como o adversário defendia, mas acabaram por conseguir desbloquear a armada adversária com uma enorme finalização de João Ricardo, após ter mandado uma primeira bola ao poste, que sobra para os seus colegas que de forma sublime conseguem retirar da jogada  os defesas adversários que tinham acabado de recuperar posições, deixando o último encosto para o seu melhor marcador. Já com o jogo do seu lado, mantêm o ritmo alto e jogo aberto, permitindo a todos os que assistiam ao jogo gozar de um jogo aberto e disputado até final.

Na grande final começam mal o jogo e tentam recompor-se durante os minutos seguintes. A qualidade do adversário era alta e nem mesmo o enorme Pedro Guelrras consegue evitar a dilatação do resultado. A finalização neste encontro pecou e já só perto do fim conseguem fazer o golo. 2º Lugar merecido para este  coletivo, que tem tudo para lutar pelo título nacional em próximas edições.

 

Escala de Lisboa

Favorito de arranque. Já todos os conheciam, tal é o número de craques no seu plantel. No ano anterior perdem o acesso à final em 2 minutos atípicos, onde se deixam ultrapassar pelo adversário nas meias finais e este ano queriam levar de vencida a final. Até à Final tiveram 3 jogos em que os adversários procuraram bloquear o jogo ofensivo da equipa, com blocos baixos e muito jogo físico para impedir que os jogadores que mais fazem a diferença conseguissem pegar no jogo. A verdade é que acabaram a ter grandes dificuldades, vencendo os 2 jogos por um golo. Frente ao Adira começam mesmo a perder, embora tenham empatado logo no minuto seguinte. Frente aos A400, foi preciso chegar a 2 minutos do fim para ver o seu número 8 desbloquear o jogo com uma jogada individual espantosa. Tiveram em Bruno Gonçalves a base de jogo da equipa, procurando sempre a bola na fase inicial da construção de jogo. Circulam muito os seus jogadores e tentam encontrar em Claúdio Ferreira e José Trindade os finalizadores de serviço. Quando se torna dificil, tentam criar espaço para que os seus melhores jogadores fiquem em posição de partir no 1 para 1. Da marca dos 6-7 metros são letais.

Na final entram com tudo e conseguem pegar no jogo logo de arranque, no jogo que tinha tudo para ser o mais dificil para eles. A vitória é mereceida e não será fácil para alguma equipa impedir a revalidação deste conjunto de Lisboa caso mantenham o coletivo que apresentaram.

 

Parabéns a todas as empresas que se apresentaram em Oeiras nesta grande Final Nacional e um enorme agradecimento por parte da Liga Empresarial pela forma como se comportaram em campo e pela forma entusiasmente como deram espetaculo durante todo o dia!

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